1 de out de 2013

Diário de uma estudante irritante #4 - Outubro, já???

E depois de anos sumida, finalmente a Lisa está de volta \o/ Bom, vou explicar porque ela sumiu: Acontece que você só pode escrever sobre uma coisa que conhece, certo? Claro que todo mundo conhece escolas e sabe o que é estudar, mas você não pode falar sobre isso se faz tempo que não vai à aula. Você não pode falar mal (ou bem) de um cinema se faz anos que você não frequenta um. E foi exatamente isso o que aconteceu comigo. A pessoa que vos escreve (no caso Marina, e não Lisa) faltou duas semanas de aula sem nenhum motivo, e foi como se eu tivesse entrado novamente de férias. Até esqueci meu número da chamada! Não sei onde falei aqui uma vez, mas trocamos três vezes de sala esse ano, e eu fiquei tanto tempo sem ir a aula que quase entrei na sala errada. Esqueci que tínhamos mudado. Voltei para a escola essa semana e descobri que é exatamente nessa semana que começam as provas. Tive que aprender toda a matéria durante a prova. Mas me virei bem, matemática não é um bicho tão complicado quanto dizem (mesmo assim passei um sufoco danado! Bem que eu queria parar de faltar aulas, mas é mais forte do que eu). Agora vou deixar a Lisa escrever (é nesse momento que meus pais me puxam da cadeira e me internam em um manicômio). 

O título já diz tudo, e as interrogações exageradas dão o ênfase necessário: estamos em outubro. Isso significa, entre muitas coisas que o Natal está chegando que minha formatura, ENEM e coisas que me encheram o saco o ano todo estão bem perto de chegar, e mais ainda de acabar. Dessa vez prometo não ser dramática, estou quase caindo de joelhos e agradecendo por essa chatice toda estar acabando (já tive até uma ideia para o D.U.E.I #5), vou apenar sentir falta de poder escrever essa coluna, mas talvez eu faça uma faculdade ou curso técnico de alguma coisa, cursos técnicos estão na moda. Aí posso continuar escrevendo.

O que eu realmente queria dizer é que falta pouco, muito pouco para acabar minhas aulas, talvez definitivamente. Estou no terceiro ano do ensino médio e se não tomar bomba esse ano será meu último ano na escola. Olhando para trás, percebo como teve muita coisa que me encheu o saco, tirou meu sono, me deixou de cabelo em pé e nervos à flor da pele, e como eu pensei que tudo isso duraria para sempre. Tinha medo de ir para à escola sem fazer um trabalho ou dever quando estava começando a estudar, e alguns anos mais tarde cheguei a admitir ao professor (a) que não fiz por preguiça — e que não adiantaria argumentar, eu não ia fazer. Não gostava de chegar atrasada e alguns anos mais tarde, estava dormindo mais meia hora para chegar atrasada. Fui crescendo e percebendo que algumas coisas não são o que parece, que equações de segundo grau não são difíceis e que aquela professora que todo mundo tem medo não é um monstro, ela até vai ficar conversando com você depois da aula, se você for falar com ela. O diretor não vai te expulsar da escola por estar sem uniforme ou desrespeitar uma regra, e você não vai repetir de ano por tirar um vermelho. Conversar durante as aulas não é crime e sim, essa matéria pode ser estudada amanhã, quero checar meu Tumblr agora. Posso não ter cinco títulos de bacharelado, mestrado e doutorado com esse tipo de pensamento, mas pelo menos vou ter passado por tudo com mais tranquilidade. Nos preocupamos com coisas bobas, fazemos tempestade em copo d'água, somos tempestade em copo d'água, a escola é importante, estudar é importante, mas caramba! você não vai morrer se não passar no vestibular. Já disse isso aqui antes. E sei que não sou um exemplo a ser seguido, mas pelo menos, quando tudo estiver acabando (e não estou me referindo a escola) quero olhar para trás e pensar: não comprei uma casa em uma ilha, mas pelo menos fiz aquilo que achava certo. 

Enfim (não gosto de escrever enfim, mas enfim) eu não ia escrever nada disso quando comecei. Mas andei sendo influenciada pelo John Green e suas ideias pra lá de profundas escritas no livro Quem é você, Alasca? (quem não leu, leia!) e eis que o post tomou esse rumo. Resumindo tudo o que eu disse antes: não leve a escola/vida tão a sério. O tempo está passando depressa demais, e isso significa que estamos caminhando mais depressa rumo ao fim. Não temos noção do que vai acontecer em seguida. Como se a vida fosse um livro que a continuação dele ainda não foi lançada, e não temos ninguém para nos dar spoiler.  to filosófica hoje Pode ser que todas as merdas que te preocupam hoje já não sejam mais motivo de preocupação, e você jogou seu tempo fora, ou pode ser que tudo esteja pior; e você jogou seu tempo fora porque agora é que você tem que se preocupar de verdade. E é claro, quando você chegar no último ano da escola e estiver inseguro sobre o fazer em seguida, diga apenas uma coisa: Formatura, vem ni mim que eu to facin!! ~depois dessa frase, peço licença pra ir me jogar da ponte, por favor~

Relembrando pela milésima vez: Lisa não é uma postadora. Ela é quase como um heterônimo, o que significa que nem sempre minhas opiniões são iguais as dela. Sim, ela é outra pessoa, e não, não tomo nenhum tipo de remédio xD

4 comentários:

  1. Hahaha adorei tudo o que disse! No ano passado, quando terminei a escola, eu passei a me preocupar menos com as coisas. Eu via meus colegas sofrendo tanto e estudando além do que deveriam (isso é sério, eles estavam ficando loucos), e eu percebi que aquilo não era legal. Estava tirando a alegria deles e os forçando a serem o que os professores queriam: alunos perfeitos. Quando eu estava no segundo ano fiquei de recuperação pela primeira vez e aquilo foi um choque para mim, mas me fez perceber que eu tinha uma ideia errada sobre a escola e como um aluno deveria ser.
    E, oh, aproveite sua formatura. Eu não tive, mas imagino que teria sido um dia muito especial haha xD

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    1. Essa coisa de alunos perfeitos é muita bobagem! Alguns professores ficam insistindo e enchendo o saco falando que estudar é isso e aquilo como se fosse a única coisa importante nessa vida. Tem gente que quase literalmente se mata de estudar ^-^

      Formatura = ir na escola pegar um pedaço de papel e rachar fora suhaushaushu'

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  2. "Leva a vida menos a sério" - Eu (e mais milhares de pessoas)
    Nunca levei a escola tão a sério (a não ser na sexta série, o pior ano da minha vida), nunca gostei de estar na escola, estudar nem é tão estressante, estar na escola é que me incomoda. Por esse motivo, nunca prestei atenção perfeitamente em quase nada... Escola sempre foi uma coisa à parte em minha vida. Quando simplesmente digo a um professor que não fiz um trabalho porque não quis, eles me dizem "Como vai ser alguém na vida? Como quer uma casa boa e viver longe do perigo?" Eu simplesmente respondo "Quem disse que quero tudo isso?" (isso é meio que "foda-se" só que mais educado)
    Quando mais nova, pensava em ser importante, ter uma casa num lugar chique... Mas depois vi que nada disso importa de verdade, o que importa é o que fazemos de bom e o que levamos para o futuro, pessoas pensam demais no futuro e acabam se esquecendo de serem felizes agora. O amanhã talvez nem venha.

    Eu desmaiei duas vezes quando fui à livraria no sábado e vi O Teorema Katherine, Quem é você, Alasca? e A culpa é das Estrelas um ao lado do outro... Mas tinha gastado todo o meu dinheiro no cinema, tava todo mundo sem dinheiro e eu morri internamente. Não vejo a hora de colocar minha mãos em O Teorema Katherine e Quem é você, Alasca? acho que vou ter um ataque antes de abrir o livro e morrer sem nem saber como é a história, isso por que o John consegue nos deixar emocionados com as histórias e faz-nos querer viver o personagem, até hoje não me conformo com A Culpa é das Estrelas ter acabado, é triste. John ♥

    Transformei minha paixão pelos livros do John em mais um paragrafo. Falar pouco é um dom.

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    1. Eu levava, não tãããão a sério, mas levava o suficiente para me preocupar ^^
      Pra comprar uma casa em um lugar seguro você tem que comprar um lote na Lua, a Terra definitivamente não é segura u.u

      kkkkkkkk um dom que nós não temos ^^

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